Crônicas desta vidinha mais ou menos: Cap. 6: 23 de Janeiro de 2008, 18h45.
Hoje, exatamente ás 18:15, saí da casa de um amigo, que fica na Oscar Freire, nº 1436. Coloque os pés na calçada e percebi que estava o clima perfeito – um solzinho com friozinho – para uma caminhada até a minha casa, ao invés de tomar o ônibus. Atravessei a Rebouças e decidi ir pela Oscar Freire até a Bela Cintra e segui-la até a minha casa. Mais agradável, sem dúvida. Atravessei a primeira esquina, com a Rua Dr. Melo Alves e logo pensei que estava entrando em um terreno peculiar. Começaram a aparecer carrões importados de todos os tipos. Senhoras usando chapéus saindo de uma galeria, amparando uma a outra enquanto o motorista abria a porta do carro. Rua da Consolação. De repente, a calçada fica mais larga! Ouvi dizer que é feita colocando placas de borracha antes do cimento, para amortecer seus passos... Puxa! Iodice, Adidas, Havaianas Megastore (!!). E um monte, mas UM MONTE dessas lojas com nomes brazilian-proud: Xica da Silva. Morena-Mulata. Sabe? Dessas que a madame compra roupas em "Paris" e vende a preço de... Oscar Freire. Gente bonita por todos os lados. As pessoas sentadas em mesinhas confortáveis na calçada de um Café, bebendo café. Coloquei minha cara de chique e tentei parecer invisível. Bela Cintra. Ufa, finalmente. Vivara, restaurante japonês, meninas magras com roupa de academia. Lorena, Tietê, Franca, Itu, Jaú. Subi a ladeira em passos largos, para trabalhar os glúteos. Fui interrompida pelo sinal fechado na Santos, muitas pessoas ao meu redor, indo pra Paulista ou voltando da Paulista. Fui com mais cuidado, portanto. Atravesso a Avenida Paulista, o maior PIB do Brasil e pronto: estou do meu lado da cidade. Luis Coelho, Antônio Carlos, Matias Aires. Nesse quarteirão bate um sol muito bonito a essa hora. Fernando de Albuquerque. Geni, Exquisito. Aos poucos vou diminuindo o passo. Rua Costa. Tem muitos sacos de lixo e gente cansada se arrastando em direção aos pontos de ônibus da Consolação. Esse quarteirão é particularmente grande, bate um pouco de luz também e sempre tem alguém andando com um cachorrinho. Às vezes eu queria muito morar do lado de lá da Paulista, mas por mais bonito que seja, acho meio antinatural. Não que eu goste daqui também, mas por enquanto, estou em casa. Dona Antônia de Queirós, nº 183, apto. 109.
Atenciosamente,Ferdous